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Docemente
me eleve
acima de toda a pena
na sua diáfana
asa
proteja
da dor salgada
entranhe
no azul profundo
leve
as cinzas magoadas
na busca
de nuvens brancas
aonde
repouse a fronte
a alma repare
adormeça e acorde
sossegue
de onde volte
renascida
para cantar a ternura
e
saudar a primavera


luz que a todos afaga
espargindo
o amor na terra

Enviado por Maria Petronilho em 13/02/2005




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