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Nesse instante dei-te alma na minha alma

dei-te cor no meu olhar

deite o meu sangue a fluir

correndo sem se ver a palpitar

surgiram as raízes do teu ser entre o meu ser

num crescendo, dei-te corpo e nesse corpo

criei mãos de ilusão a percorrer

meus sonhos famintos

dei-te lábios que bebessem nestes meus

a avidez de sentir

caminhos que levassem ao langor

e dei-te corpo inteiro no meu corpo

dei-te sonho e pensamento

dei-te poemas e alento

inventando-te, entreguei-me

por inteiro, sem cansaço, em desespero

Na memória busco agora

o reino onde te guardas, meu amor!





13/03/2007

 
Enviado por Maria Petronilho em 13/03/2007




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Imagem de cabeçalho: inoc/flickr