Textos




Biografia e Obras

Vânia Moreira Diniz é natural do Rio de Janeiro (RJ) - 21/10.
Residente e domiciliada na cidade de Brasília-DF Escritora, Humanista e Pesquisadora, Fundou o Centro de Treinamento de Línguas em Brasília e dirigiu-o durante 10 anos. Formada em Letras com pós graduação em Educação. Palestrante nas áreas de educação, humanas e literária Colaboradora da Revista Mirante em Santos- São Paulo Orientadora de teses e monografias


Autora das seguintes obras:
http://www.vaniadiniz.pro..br/OBRAS.HTM
Pelos Caminhos da Vida - Crônicas e Contos
Pelos Caminhos da alma -Poesias
Romance Laura, da Editora Cia. Projeto Editorial Ltda. 2000.
Livro Olhos Azuis - Poemas. Edição multimídia em CD. Edição 2001 com 224 poemas.
Co-autora do livro Manual da Saúde Física e Mental do Servidor Público com o tema DROGAS: Pesquisa e Contextualização.
Autora do livro de poemas virtual Esse Amor que é Nosso
Autora do livro de poemas virtual Eu me enterneço, Ed Eletrônica.
Autora do livro de poemas virtual Acordes - Ed Eletrônica.
Autora do Livro Vôo na Distância a ser editado po Blocosonline Editora.

Participante de 9 antologias
Colaboradora de vários sites na Internet literária
Colunista da Abrali com a Coluna Liberdade, Garganta da Serpente, Boletim Cult e da Evi-editora
Faço parte da Equipe Fixa de Blocos online
Co editora da Revista virtual Poética Social
Possui o site VMD que está entre os site temáticos no Guia da poesia.

Promotora:
Owner do site Vânia Moreira Diniz www.vaniadiniz.pro.br
Owner do grupo de Literatura Vânia Diniz
Owner e moderadora do grupo de pessoas e crianças Especiais
Campanha de combate à fome promovida pelo site www.vaniadiniz.pro.br
Trabalhos feitos na Periferia de Brasília

Sites
Site Vania Diniz
Jornal/Ecos


escritora@vaniadiniz.pro.br

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Minhas Escritas



A Luz do Conhecimento
Vânia Moreira Diniz


Aprendemos a ler ainda tão pequeninos que não imaginamos a potência dessa luz espetacular. Há poucos dias tive a ventura de conversar com um homem que depois dos sessenta anos aprendera a ler. Seus olhos castanhos brilhavam quando me cumprimentou
ao fim de um aula que eu acabara de dar a várias pessoas adultas e até da terceira idade que se inscreveram num curso de alfabetização.

Sempre notara o entusiasmo e a ansiedade do Sr Pedro e várias vezes esse fato me chamara a atenção. Mas naquele instante a minha impressão é que algumas lágrimas já tinham sido enxugadas.

Aproximei-me e pedi que ele se sentasse a meu lado, perguntando-lhe se alguma coisa acontecera ou se precisava de algum auxílio.

-Estou feliz, Professora, me respondera ele, enquanto sua emoção continuava. Você não sabe que acabei de nascer?

Sorri imaginando que ele queria desabafar algo que estava acontecendo em sua vida e contemplei-o com carinho esperando que ele continuasse a falar

-Recebi uma carta de minha filha e pude ler. Pela primeira vez eu li. Eu estava cego. Durante sessenta anos em minha vida vivi na escuridão. Olhava para cartazes, jornais, notícias, cartas eu não via nada embora estivesse doido para entender aqueles sinais. Sentia-me como um cego sem cura.

Minha emoção também era forte. Imaginava dessa vez com uma força extraordinária o que ele quisera dizer e como seria desesperador não poder se comunicar , ler o que nos escreviam ou escrever uma palavra de afeto para alguém que amamos.

E ao fim de algum tempo ele continuou:

-Obrigada, professora. Fiz um sinal dizendo que não agradecesse e depois lhe falei que o mérito era da sua força de vontade.

Ele segurou meu rosto beijou-me e continuou dizendo:

-Tudo era escuro. Na minha cabeça não havia claridade , agora eu vejo tudo,com clareza e quero ver muito mais , quero conhecer, ler, aprender, saber de tudo que existe no mundo.

Silenciosamente com a voz embargada eu lhe prometi que traria uns livros e que as aulas continuariam ainda mais agora que eu sentira a força e a carência que alguém pode sofrer com a falta de conhecimento. E pensei que o saber era em proporção um alimento sem o qual o cérebro, atrofia, se fragiliza e morre levando com ele uma riqueza incomensurável que não pode ser apreciada e vivida. Principalmente a enorme ventura de comunicação entre as pessoas.

Aquele homem na sua humildade me dera uma lição de vida e me fizera agradecer a luz que me iluminava desde os quatro anos. Agradecia a Deus por isso e prometia levar esse reflexo para muitas pessoas que não tiveram essa oportunidade..



Mergulhei em ti
(à uma linda criança especial )
Vânia Moreira Diniz

Senti teus olhos, menina,
As pupilas fixas e profundas,
Naveguei no teu distante mar,
Mergulhei em ondas agitadas,
Procurando o teu olhar,
E te vi mansamente chorar.

Enxuguei tuas lágrimas
Minhas mãos te acalmavam,
Sentia tua súplica,
estreita acolhida,
Muitas e reiteradas dúvidas,
E incompreensível certeza.





Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 23/12/2006
Alterado em 23/12/2006
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